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Arquiteta produz joias com reciclados

Danusa Sampaio, além de arquiteta e professora no programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), é proprietária da marca Joia do Futuro, em que leva a conscientização da sustentabilidade às pessoas através da reutilização de materiais como plástico, metal de latinhas, câmaras de ar e papelão.

Tudo começou na Serra da Canastra. A professora explica que costuma viajar muito ao local e que, ao passar dos anos, começou a encontrar lixo e poluição na paisagem, ponta pé inicial para a criação da marca. “Comecei a entrar em desespero porque eram lugares ainda privativos e já tinha muita poluição. Então eu comecei a querer trabalhar com o lixo”. Essa prática de transformar os resíduos em peças utilizáveis denominada upcycling.  Danusa afirma que essa é uma forma de garantir um futuro sustentável através da prática de valores acessíveis e que estão perto de todos, como o lixo.

Essa prática poderia ser facilmente assimilada pelos ribeirão-pretanos que produzem, segundo o relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), 748 toneladas de lixo ao dia. Para Cleyton Costa, do Estúdio Reuse, essa é uma iniciativa importante, pois através da reutilização dos resíduos e de seu canal no Youtube, onde ensina a construção de móveis e objetos com material reciclável, é possível abrir os olhos dos consumidores para a sustentabilidade. “É importante, principalmente aqui em Ribeirão que é uma cidade rica. O pessoal joga muita coisa, muita coisa legal que podemos usar. Já temos muito lixo, então o máximo que conseguimos aproveitar, todos estarão se beneficiando com isso”.

Bijuterias que tocam pessoas e tocam a sustentabilidade

No caso de Danusa, outro fator que impulsionou Danusa à criação da Joia do Futuro foi o desejo de trazer visibilidade à questão ambiental e ao legado que as práticas de produção atuais têm deixado no mundo. Segundo a arquiteta, seu objetivo é de que as pessoas vejam a praticidade de se trabalhar com o lixo, abrir-lhes os olhos para a possibilidade de pegar algo que está próximo em um novo produto. “Eu quero que as pessoas toquem a sustentabilidade. Consegui isso por meio das joias”.

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