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Viviane Mosé mistura simplicidade e descontração em papo cabeça sobre a vida

MARIA JÚLIA PETRONI

Nesta tarde de sábado (26/05), a 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto recebeu a capixaba Viviane Mosé para uma conferência na sala principal do Theatro Pedro II.

A psicóloga, psicanalista, filósofa e poeta, uma das palestrantes mais requisitadas do país, é conhecida por traduzir o conhecimento filosófico de maneira simples para a população.

Em uma breve passagem descontraída por Ribeirão Preto, ela revelou questões sobre sua infância, adolescência e suas próprias dúvidas sobre existência que a levaram a se aprofundar no campo da filosofia.

Da idade média ao século XXI, e nas transformações ocorridas nas gerações, utilizou reflexões do pensador Friedrich Wilhelm Nietzsche, inspiração para sua obra que está em produção “Nietzsche Hoje”, para analisar conceitos como vida, angústia, intensidade, limite e conflitos.

Mosé citou revoluções da memória, explosão de conhecimento e a evolução do pensamento para uma leve crítica à racionalidade, que sofisticou a violência ao invés de controlá-la. Segundo ela, estamos vivendo a era da pós-verdade onde se investiu somente em tecnologias muito elaboradas e pouco no ser humano.

A palestrante apelou ao aumento da taxa de suicídio entre adolescentes e o grande número de pessoas com depressão para alertar a falta de valorização na simplicidade, e em externar os sentimentos que se tornam “palavras calcificadas” quando guardados para si.

Viviane Mosé encerrou sua participação deixando a mensagem de que, nos dias atuais em que passamos por uma grande imaturidade social nós devemos aprender a  “olhar para a frente, ler o mundo e se relacionar com o mundo”.

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