Enter your keyword

COLETIVOS DE MINORIAS CRESCEM NAS UNIVERSIDADES E COMBATEM PRECONCEITO

VITOR TAKATU

Comissões ajudam mulheres, negros, LGBTs e outras minorias a se sentirem confortáveis no ambiente universitário. Inúmeras universidades de Ribeirão Preto possuem esse tipo de coletivo, eles também estão espalhados por todo o Brasil.

Na UNAERP, Brunna Rocinholi, estudante de publicidade e propaganda é uma das idealizadoras do projeto Tia G., que tem por ideia aumentar a diversidade do curso e manter os eventos realizados pela Atlética de Comunicação um ambiente livre de preconceitos.

A estudante conta que o coletivo foi criado para que todos possam ser representados e acolhidos no meio. “A ideia surgiu pois víamos que dentro dos eventos universitários aconteciam muitos casos de homofobia e machismo e ninguém tomava nenhuma providência, então, a Tia G. veio como um ponto de apoio para denúncias de qualquer natureza.”

Integrantes da Comissão Atena com a coroa de identificação do movimento.

A jovem comenta que a Atlética foi muito solicita, por ser uma associação diversa e ela vê que outras atléticas estão tomando a mesma atitude. “Dentro da universidade é comum vermos outras atléticas colocando a mesma ideia em prática com novas entidades que têm o mesmo intuito.”

Na prática essas associações promovem palestras e rodas de conversa para estimular a diversidade. Mas o maior trabalho é feito em festas universitárias, impedindo assédios e discursos de ódio. Com diferentes tipos de identificação a equipe responsável trabalha rondando a festa em pontos estratégicos e também possui um ponto fixo, onde qualquer um pode solicitar por ajuda.

Em casos de assédio um dos integrantes vai até o local com um segurança e procura entender a situação. “Sempre priorizamos o que a vítima quer fazer, se retirarmos o agressor da festa sem falar com ela a exposição acontece. Nunca deixamos a  vítima sozinha, sempre abrimos o leque de como resolver a situação” conta Larissa Tinelli, conhecida por Disk.

Disk, estudante de Economia na USP mora na República Sparta, onde faz parte da Comissão Atena. Ela conta que atualmente o coletivo é formado somente por meninas, mas que meninos LGBTs também já passaram pela organização.

A estudante diz que um dos incentivos na criação da coletivo foi por outros do mesmo tipo. “Tivemos como exemplo o Chama as Mina, uma organização da Atlética da FEA. Vejo que os exemplos funcionam muito, fomos a primeira República a criar um coletivo e agora temos uma rede onde trocamos informações e até pedimos ajuda para outras repúblicas e atléticas.”

Esses grupos de ajuda tem ganhado atenção e suporte nas universidades. Enquanto o país passa por um período conservador, os alunos conduzir suas trajetórias de uma outra forma.

-
0:00