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O Mundo é Mais Mundo!

Marina Marzola

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O mundo é mais mundo!

A ideia do blog surgiu da vontade de compartilhar com várias outras pessoas, de perto ou longe, experiências vividas em alguns lugares do mundo. Lugares estes ‘tradicionais’ como Rio de Janeiro, sul da Bahia, Disney ou Nova York e, outros ainda pouco explorados pelo grande público como Tribos indígenas do Alto Xingú, baladas divertidas no centro velho de Santos e, até mesmo a vida noturna de Brasília – onde é possível encontrar congressistas descendo até o chão em uma noite animada -. E não hesitarei em dividir com meus leitores as histórias mais improváveis que insistem em me acontecer onde quer que eu vá. Garanto, elas serão o principal tempero dos textos.

Mais do que isso, talvez este blog seja uma tentativa minha de agradecer as dezenas de lugares e centenas de pessoas que cruzaram (e por sorte, ainda cruzam) meu caminho em minhas andanças pelo mundo e me ajudaram a perceber o quão pequenos somos nessa engrenagem tão complexa chamada Universo. E, principalmente, o quanto isso é maravilhoso, pois por mais que se ande, que se prove, que se sinta ou conheça, ainda há muito mais pra descobrir.

Para encerrar, um texto que escrevi há muitos anos e que traduz um pouco dos meus anseios na vida e no blog, claro.

Prazer, meu nome é Passarinho!

Eu tenho alma de passarinho. Chego aqui, já começo a me perguntar como seria lá. Passado algum tempo, não muito, me entedio. Faço planos e faço as malas. Saio novamente, deixo tudo para trás. Mas não abandono nada por inteiro. Apenas dou um tempo. Vou, vivo, experimento e muitas vezes volto. Na maioria das vezes volto, pois, não consigo abandonar nada por inteiro.

Não consigo passar muito tempo em um só lugar, minha ansiedade e minha imaginação me enlouquecem querendo saber como seria alí e aculá. Não resisto, mas confesso que não tento. Não apresento resistência. O desconhecido me fascina, me desafia e eu pago pra ver.

Me jogo, me misturo, mergulho, observo, sinto, vivo, experimento… até que… me satisfaço. Até que perde a graça, até que sinto conquistado. Desmestificado. Descascado. Aproveitado. Exaurido. Absorvido. E então, me lanço para uma próxima.

Não sei por quê sou assim, ninguém da minha família é. Não há explicação genética. Nem tampouco social.

Na verdade sempre foi assim. O uniforme justo demais. As ruas estreitas. Caixa apertada. Preciso sair, preciso sair! E “vrum”, saio mesmo! Se não saio me aperto, e apertada eu não vivo.

Aliás, o meu negócio é viver. E viver, para mim, significa possibilidades.

Eu não venço os dias. Eu faço questão, e um grande esforço, pra ser de fato, feliz em todos eles! Não gosto de quem não se esforça. De quem reclama. De quem tem preguiça. Não gosto do ordinário. Do previsível. Eu quero mais é o improvável, o inesperado, a surpresa, a dúvida, a contradição. Eu quero é a conquista. A vida, o sabor, o cheiro. Tocar com os meus pés e minhas mãos. Eu quero tudo por inteiro. Quero muito. E quero tudo!

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