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História cotidiana

Pedro Jacintho

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História cotidiana

“Por que estudo o passado?”. Esse é um questionamento comum entre os alunos dos ensinos fundamental e médio. A suposta futilidade dos acontecimentos que precedem os fatos atuais se baseia em uma ideia simples e de lógica aparentemente consistente: não se pode mudar o que já aconteceu.

Enquanto a ideia de que os seres humanos são incapazes de alterar o passado é correta, não se pode simplesmente desvalorizar o estudo da história. Conhecê-la é importante para que os erros do passado não sejam repetidos e, portanto, para que a humanidade progrida de maneira melhor.
Em uma pesquisa realizada em junho de 2016, umaa rádio alemã de Frankfurt perguntou aos seus ouvintes qual era o maior medo deles.
Enquanto podia-se esperar que as respostas diriam algo sobre o terrorismo que crescia na Europa, a resposta foi outra: o passado.
Este medo do passado que os alemães se referiam dizia respeito aos erros do passado: a discriminação, a violência e a guerra. A memória das crianças do pós guerra, hoje já idosas, de um país destruído pela Segunda Guerra Mundial fez com que o país cada vez mais buscasse um futuro pacífico, hesitando, inclusive, de ajudar os EUA em suas invasões no Oriente Médio.
É também da história que surgem todos os progressos tecnológicos, sociais, econômicos e culturais. Sem a memória do que os antepassados criaram, o carro nunca seria uma realidade, pois as peças necessárias para sua criação surgiram ao longo de muitos anos, a democracia teria sido esquecida na Grécia antiga, as trocas seriam primitivas e grande parte dos gêneros musicais não existiriam.
Sem a história não existem padrões, comparações ou valores, todos os os legados e reflexões dos grande pensadores seriam perdidos. Um mundo sem história é um mundo fútil, pobre e carente de senso crítico. Não saber sobre o passado é perigoso e torna o humano suscetível a abusos.
Ainda há muito o que se descobrir sobre o passado e, a ele, ainda se unirão o presente e o futuro. A história existirá enquanto o ser humano sobreviver e, por isso, em seu estudo sempre haverá algo interessante para as todos os gostos.

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